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sexta-feira, 16 de março de 2012

Batismos

"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém." Mateus 28:19-20

No último dia 25 do mês de fevereiro de 2012, foi realizado, as margens da lagoa do Peri em Florianópolis, o culto especial de batismo, onde, pela graça de Deus, seis almas desceram as águas do batismo em cumprimento a esta importante ordenança deixada por Jesus Cristo à Sua igreja. Após um momento de louvor e oração, as escrituras foram ensinadas através do Pr. Fernando para instrução e testemunho a todos os presentes. Logo após a exposição bíblica, realizou-se o ato de batismo por imersão em conformidade com a palavra de Deus.
Abaixo, estão algumas belas imagens deste momento marcante na vida dos irmãos e irmãs que foram batizados.

Momento de exposição e ensino da Palavra de Deus.

Pr. Fernando, Valcir, Rafael, Indianara, Kelly, Douglas e Paulo.

Irmão Douglas sendo batizado.

Belíssimo momento de oração e ação de graças ao Senhor.

No dia seguinte, domingo , dia do Senhor, realizou-se no culto público da noite a apresentação dos novos membros à igreja, onde, após a pregação da palavra de Deus, todos juntos celebraram a comunhão da ceia do Senhor.
Certamente um culto para ficar registrado na história da igreja local.
Louvado e exaltado seja o nome de Deus por estes dias abençoados concedidos ao Seu povo.

Que o Senhor nos conceda cada vez mais a graça da fidelidade a Sua Santa palavra,e assim, Ele continue acrescentando a igreja aqueles que ainda serão salvos.

Soli Deo Gloria !

quarta-feira, 14 de março de 2012

Cristo ou César - As perseguições


João 15:20 – “Lembrai-vos da palavra que Eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.”

Nas palavras deixadas pelo Mestre nos registros do apóstolo João, somos lembrados de que, assim como perseguiram ao Senhor e fundador da igreja, Jesus Cristo , também perseguirão aos seus servos e seguidores, porém, assim como ouviram as palavras do Mestre, também ouvirão as nossas. Estas palavras se cumpriram a partir de Cristo e seus apóstolos, em toda história do cristianismo e continuarão a se cumprir enquanto a luz e o sal da terra, a igreja, estiver neste mundo.
Nas primeiras perseguições da igreja antiga, um dos pais da igreja, Tertuliano (sec.III) escreveu : “O sangue dos cristãos é a semente da igreja”. Quando cristãos eram perseguidos e mortos em testemunho da verdade e pela causa de Cristo, a igreja continuava a crescer e a ganhar força , sustentada por Jesus e pelo sangue dos mártires, transpondo dificuldades e avançando por todo o mundo.

Nosso objetivo é tratar das perseguições sofridas pela igreja cristã nos três primeiros séculos até o início do sec. IV, onde o cristianismo passou a ter liberdade através do governo de Constantino cessando temporariamente as perseguições.

Nos primeiros séculos, a igreja já enfrentava dois tipos de perseguições. Uma de caráter interno, lidando com heresias e falsos ensinos que permeavam os povos pagãos da época, onde muitos ensinos e escritos feitos por pagãos tinham de ser combatido a fim de não contaminar os ensinos e escritos apostólicos verdadeiros. Simultaneamente a esta luta interna pela pureza doutrinária, a igreja tinha de lidar com as perseguições externas , inicialmente movidas pelos próprios judeus, onde os principais líderes do cristianismo como Pedro, Paulo, Tiago e outros foram perseguidos conforme o registro histórico no livro dos atos dos apóstolos. Depois dos judeus, o próprio império Romano perseguiu o cristianismo até o início do Sec. IV, quando em 313 d.C, com o edito de Milão, o cristianismo passou a ser uma religião legalizada no império Romano.

CAUSA DAS PERSEGUIÇÕES

As principais causas das perseguições externas sofridas pelo cristianismo nos primeiros séculos foram de origem :

a)Política – Os cristãos eram vistos inicialmente como parte do Judaísmo, a qual era uma religião legal e tinha certas concessões por parte do império romano, como por exemplo, a permissão para cultuar somente a Deus sem prestar culto ao imperador ou aos deuses pagãos do império a fim de se manter a paz no império e a submissão dos judeus ao estado Romano. No entanto, com o crescimento rápido do cristianismo e seus princípios de exclusividade moral a Cristo por parte de seus seguidores, a religião cristã passou a ser vista como uma religião ilegal que ameaçava a estabilidade do estado . Por não se submeterem ao culto pagão ao imperador, os cristãos foram acusados por deslealdade ao império e por colocarem em risco a paz e a segurança do estado.

b)Religiosa – Em contraste com a religião pagã do império romano, com seus altares, ídolos, cânticos, ritos e práticas externas que impressionavam o povo, os cristãos realizavam seus cultos espirituais sem a presença de ídolos e rituais externos a semelhança dos pagãos, adorando e orando a um Deus invisível o que para as autoridades romanas consistia em ateísmo. Por suas reuniões secretas e sigilosas, os cristãos também foram acusados de incesto, em razão de seu tratamento para com os demais seguidores as quais eram chamados de “irmãos” e que tinham como prática comum à saudação com ósculo santo, bem como, foram acusados de canibalismo e sacrifício de humanos em razão dos termos que empregavam na realização da ceia do Senhor, onde comiam e bebiam do “corpo e do sangue” de Cristo.

c)Social – Os cristãos defendiam a igualdade entre todos os homens, quer senhores, quer servos, quer ricos ou pobres. Isto era contrário à ideia pagã da estrutura do estado, que defendia a liderança e privilégios a nobreza a qual dominava e era servida pelas classes mais pobres. Os cristãos também se mantinham afastados da comunhão da sociedade pagã em lugares públicos, tais como templos, teatros e outros, reprovando assim o modo de vida desregrada que tinham os ímpios trazendo sobre si a antipatia das autoridades e a consequente perseguição.

d)Econômica – Os cristãos também representavam uma ameaça no que diz respeito à economia do império. Desde os registros bíblicos em atos, os pagãos já os tinham como ameaça a suas fontes de rendas ligadas a sua falsa religião. Com o ensino do culto espiritual a um único Deus, sem a presença de ídolos e relíquias, as práticas pagãs aos deuses falsos do império passavam a serem vãs. Isto comprometia todas as pessoas envolvidas nos cultos pagãos, desde os sacerdotes até os fabricantes de ídolos. Assim, no final do sec. III, com instabilidades e crises no império, estes problemas eram associados à presença do cristianismo e a consequente apostasia do povo aos deuses pagãos.

AS PERSEGUIÇÕES

As principais perseguições da igreja nos primeiros séculos podem ser resumidas da seguinte forma :

a)Século I d.C.
Conforme mencionado anteriormente, as perseguições nos primeiros séculos partiram dos judeus e em 54d.C. passaram a ser movidas pelo estado romano sob governo de Nero. Registros apontam que Nero ordenou o incêndio de Roma em 64 d.C e que o mesmo acusou os cristãos por tal tragédia, o que custou a perseguição e morte de muitos cristãos de forma brutal. Paulo e Pedro morreram neste período. No final do primeiro século,em 95 d.C. , veio à perseguição por Domiciano, onde judeus e cristãos foram perseguidos por se negarem a pagar um imposto público para manutenção de um templo pagão. O apóstolo João foi banido a ilha de Patmos neste período.

b)Século II d.C.
Neste período, uma perseguição organizada ocorreu na Bitínia sob governo de Plínio. Este governador escreveu ao imperador Trajano relatando sobre a situação e a expansão rápida do cristianismo. Em carta, Plínio mencionou o problema religioso e econômico, onde templos pagãos estavam vazios e vendedores de animais para sacrifícios estavam empobrecidos. Como medida, Plínio adotou a política de não perseguir os cristãos até que houvesse alguma denúncia, somente nestes termos cristãos eram levados aos tribunais a fim de renegarem a fé e adorarem aos deuses pagãos. Inácio de Antioquia morreu nesta perseguição. Em Esmirna, por volta de 155 d.C., Policarpo foi morto quando muitos cristãos foram levados diante dos tribunais. Por último, ocorreram perseguições sob governo de Marco Aurélio, período de muitas calamidades, pragas e outros problemas, os quais eram atribuídos à presença dos cristãos, que com isso, sofreram mais perseguições. Justino Mártir, apologista, sofreu martírio nessa perseguição.

c)Século III d.C.
Até meados do séc. III, as perseguições sofridas pelos cristãos eram de caráter mais local e esporádico. Em 250 d.C., sob Imperador Décio, os cristãos passaram a serem perseguidos de forma mais abrangente, pois eram vistos como ameaça para o estado romano que passava por calamidades, problemas internos e externos . Por meio de um edito, era exigido ao menos uma vez ao ano uma oferta aos altares pagãos romanos e a figura do imperador. Aqueles que cumpriam tal determinação, recebiam um comprovante chamado libellus. Muitos cristãos apostataram e cumpriram o edito para não perderem a vida, outros falsificaram tal documento , e mais tarde, com o fim das perseguições, a igreja teve que lidar com o problema destes que queriam retornar a comunhão cristã. No final do séc. III e início do IV, deu-se início a uma das maiores perseguições a igreja antiga sob governo de Diocleciano. Com o império em crise, Diocleciano instaurou uma forte monarquia onde não havia mais tolerâncias a religiões e crenças contrárias à religião do estado. Em 303 d.C. deu-se início as fortes perseguições. Líderes cristãos foram fortemente perseguidos, cópias das escrituras foram queimadas, foram ordenados o fim das reuniões cristãs, a destruição de igrejas bem como a tortura e prisão de muitos cristãos. Depois desta perseguição a igreja também teve de lidar com o problema dos traditore ou traidores, que entregaram partes das escrituras para serem queimadas e queriam a readmissão na igreja. A questão das escrituras que poderiam ou não ser queimadas, junto ao problema interno das heresias, contribuíram mais tarde para definição do cânon do Novo testamento. Somente em 311 d.C., através de um edito de tolerância aos cristãos promulgado por Galério, é que as perseguições diminuíram, mas somente cessaram totalmente em 313 d.C. quando Licínio e Constantino promulgaram o edito de Milão , o qual garantia a liberdade de culto a todas as religiões, inclusive ao cristianismo.

CONCLUSÃO E PENSAMENTOS FINAIS

Nosso Senhor foi perseguido e morto. Como ele havia predito, sua igreja também foi perseguida e ainda será, até que Ele venha resgatar sua amada “esposa” que Ele comprou com seu próprio sangue. No entanto, Ele também prometeu: “Edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16:18). Assim concluímos que todas as perseguições contra o cristianismo na história e as que ainda virão, jamais conseguiriam ou conseguirão aniquilar com a igreja do Senhor, pelo contrário, mesmo através do sofrimento de muitos irmãos e irmãs, estas perseguições contribuíram e continuarão contribuindo para propagação do reino de Deus no mundo e para o progresso do cumprimento da missão de Deus em toda história que é a glória do Seu Santo Nome.

Soli Deo Gloria !

“Porque vos foi concedido a GRAÇA de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele.” Apóstolo Paulo / Filipenses 1:29

“Bem aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus, pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.” Jesus Cristo / Mateus 5:10-12


Fontes bibliográficas :
- O cristianismo através dos séculos / Earle E. Cairns / Vida Nova
- Escola Teológica Charles Spurgeon / Prof. Marcos Granconato

sexta-feira, 2 de março de 2012

A plenitude dos tempos


Gálatas 4:4 – mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei.

Neste texto o apóstolo Paulo aponta para o tempo na história da humanidade onde Deus enviou ao mundo seu unigênito Filho para resgate de Sua propriedade, a Igreja. Este compreende ao primeiro advento de Jesus Cristo ao mundo, onde, o próprio Deus se fez carne e cumpriria todas as profecias preditas pelos servos do Senhor no Antigo Testamento acerca do Messias, do salvador do povo de Deus.
No entanto, para que este tempo pudesse chegar, o próprio Deus em sua providência havia preparado o mundo e os povos para que Seu Filho pudesse encarnar. A plenitude dos tempos diz respeito ao tempo exato, ao momento certo e único em toda história em que, Jesus Cristo, o Emanuel, o próprio Deus, pudesse se fazer carne e habitar entre nós. O Senhor Jesus veio a este mundo quando tudo já estava pronto, preparado, no lugar certo e na hora exata para que Deus continuasse o cumprimento de Seu eterno e soberano propósito em Sua criação.
Assim, cumpre-nos observar alguns fatores que contribuíram para vinda do messias, bem como para o estabelecimento e a expansão do cristianismo .

1) Fator geográfico – O local escolhido por Deus em toda a terra para o nascimento de Jesus Cristo, certamente foi um local divinamente selecionado em razão de sua situação. A terra que Deus prometera a Seu povo desde o antigo testamento era o local ideal para receber o Messias prometido. A região da palestina onde estava Israel era como o centro do mundo naquela época. Nas encostas do mediterrâneo, onde povos se utilizavam das navegações para viagens e comércio, Israel praticamente fazia fronteira com a Ásia, com o norte da África e ao oriente com a Mesopotâmia, bem como, era passagem para muitos que chegariam ao continente Europeu. Certamente este fator contribuiu extra-ordinariamente para o crescimento e expansão do cristianismo, tendo em vista o contato que milhares de povos que passassem por Israel teriam com cristãos naquele lugar.

2) Fator Intelectual Grego – Outro fator importante tanto para a vinda do Messias quanto para expansão do cristianismo foi o ambiente intelectual criado pela mente grega. Com as conquistas de Alexandre o grande, estabelecendo o império grego a partir do Sec. IV a.C. O objetivo maior deste império era o de helenizar o mundo, ou seja, tornar o mundo da época uma grande Grécia. Neste intento, os gregos espalharam ao mundo da época suas idéias, costumes, cultura e principalmente seu idioma, o grego, o qual se tornou a língua mundial e facilitou a comunicação de vários povos da época. Grandes pensadores e filósofos gregos também trouxeram suas idéias sobre um mundo vindouro e perfeito depois da morte, idéias sobre a imortalidade da alma, pensamentos estes que permeiam o cristianismo e que , devido aos gregos, já era comum entre povos daquela época mesmo antes do advento de Cristo. Certamente tanto os pensamentos quanto o idioma grego prepararam o povo para chegada do cristianismo bem como para expansão do mesmo. A maior parte do Novo testamento, foi escrito originalmente no idioma grego em razão da maior acessibilidade aos povos da época.

3) Fator político Romano – Este fator certamente contribuiu imensamente para expansão do cristianismo. Estabelecido após o império grego, seu sistema organizacional político trouxe maior unidade e controle em todo império, promovendo maior ordem e paz em toda sua extensão. Com isto, pessoas tinham liberdade de viajar e se locomoverem nas terras que faziam parte do império.Os cristãos do I séc., incluindo o maior missionário da época, o apóstolo Paulo, certamente usufruíram destes benefícios promovidos pelo sistema político romano. Outra contribuição dos romanos foram as boas estradas por eles construídas, onde algumas ainda existem nos dias de hoje as quais foram utilizadas para viagens de cristãos pelas terras do império levando o evangelho a vários lugares. O exército romano também contribui para expansão do cristianismo, tendo em vista que muitos soldados foram convertidos e levaram o evangelho a várias partes do império romano. As conquistas do exército romano também contribuíram para expansão do cristianismo,fazendo com que povos pagãos conquistados desfalecessem na fé dos deuses “fracos e derrotados” que eles serviam e passavam a ser influenciados pelas crenças romanas, onde muitos soldados eram cristãos convertidos. Mesmo perseguindo o cristianismo, os romanos sem querer foram usados soberanamente por Deus para o preparo do mundo para vinda de cristo e para a expansão do cristianismo.

4) Por último, a contribuição mais importante para a preparação do “palco” mundial para o primeiro advento de Cristo foi sem dúvida as contribuições religiosas dos Judeus. Aos Judeus haviam sido dadas todas as revelações de Deus do Antigo Testamento. Este era o povo que prestava culto ao verdadeiro Deus. Até mesmo as nações pagãs inimigas dos israelitas como os Assírios, os babilônicos e os próprios romanos foram influenciados pelo fator religioso Judaico e ajudaram a espalhar estes pensamentos pelo mundo. Tendo o judaísmo uma forte ligação com o cristianismo, tendo em vista que seu livro sagrado constitui o Antigo testamento dos cristãos, suas idéias e doutrinas religiosas contribuíram diretamente para o estabelecimento do cristianismo que acabara de surgir no I séc. d.C. Entre estes pensamentos religiosos destacamos o Monoteísmo, o culto a um Deus único e verdadeiro que diferenciavam os judeus dos demais povos que cultuavam vários deuses. Este culto monoteísta é o culto cristão em toda sua história, diferenciado pela exaltação da Santíssima trindade, onde o único Deus verdadeiro é manifesto e adorado em três pessoas distintas e de igual essência. Outro pensamento judeu é a esperança messiânica ou a espera de um libertador e salvador. Estes pensamentos já permeavam o povo judeu por meio das profecias do Antigo testamento e prepararam o mundo para a chegada do salvador. Os cristãos hoje crêem no salvador que veio resgatar Sua Igreja, porém aguardam a manifestação dos céus do segundo advento do Senhor Jesus em poder e glória para consumação de toda história e a eternidade no novo céu e nova terra onde habita a justiça. O sistema ético judaico também se assemelha ao cristianismo em contraste com a imoralidade e cultos pagãos daquela época. Falsos deuses eram cultuados em altares de orgias e imoralidades sem limites as quais influenciavam também os costumes dos povos pagãos da época. Enquanto que o judaísmo tinha sua moral alicerçada nas leis de Deus resumidas nos dez mandamentos as quais moldavam os judeus a um padrão moral e ético elevado, os pagãos viviam em dissolução e iniqüidades desenfreadas. O padrão do cristianismo também é baseado nas leis de Deus nas escrituras e excede em muito aos padrões observados por muitos judeus que entendiam e confiavam somente na letra da lei, sem possuírem o Espírito e a liberdade dos filhos de Deus para servirem a justiça. Conforme já mencionado anteriormente, o povo judeu possuía os oráculos de Deus no Antigo testamento. A teologia, as profecias, os dados históricos contido nesta escritura judaica contribuíram diretamente para vinda do cristianismo sendo esta a mensagem da igreja estabelecida pelo Senhor Jesus e seus apóstolos no I séc. Mais tarde, o antigo testamento unido ao novo testamento registrado pelos apóstolos e servos de Deus que andaram com o Senhor Jesus ,formariam o alicerce da igreja por todas as eras seguintes até a consumação dos séculos, a bíblia sagrada. Mais um pensamento judeu que o liga diretamente ao cristianismo em contraste com outras religiões é a filosofia da história, onde estava a idéia de que todo o acontecimento através dos tempos tem um significado e estão contribuindo para o avanço da história, diferente dos pagãos que achavam que a história sempre se repete e não leva a lugar algum. A igreja por meio das escrituras promove a cosmovisão onde tudo o que aconteceu, acontece e ainda sucederá, cooperam para o progresso e o cumprimento do propósito eterno e soberano de Deus, que triunfará sobre todo o mal e pecado da humanidade culminando na glória do nome de Deus. Por fim, os judeus estabeleceram uma instituição muito útil para o estabelecimento e a expansão do cristianismo, as sinagogas judaicas. Através delas judeus e gentios se familiarizaram tanto com o judaísmo quanto com o cristianismo surgido no I sec. O próprio apóstolo Paulo e outros se utilizavam das sinagogas para as reuniões e ensino do evangelho durante as viagens missionárias. A semelhança das sinagogas, cristãos no mundo inteiro tem estabelecido locais para suas reuniões e cultos as quais chamamos de igrejas.

Conclusão

Tendo em vista todos estes fatores mencionados e a luz da Escritura sagrada, certamente, naquele tempo, naquele lugar singular, aos olhos daqueles povos, aprouve ao Senhor de toda história enviar ao mundo Seu Filho para salvação do Seu povo, a Sua igreja, porque sem sombra de dúvidas, aquela era a plenitude dos tempos, onde tudo já estava pronto, onde reinos e impérios haviam sido estabelecidos e conduzidos pelo Soberano Jeová a fim de que Seu eterno propósito continuasse seu cumprimento .
Nos dias de hoje, Aquele que era , que É e que há de vir, certamente virá, pois o eterno propósito do Altíssimo ainda está em andamento. Nações, povos, governos e reinos em toda a terra têm sido atingidos pelo evangelho do reino e o Soberano está em Seu trono, reinando ativa e continuamente no mundo e na história conduzindo cada indivíduo e cada acontecimento para o seu determinado propósito, onde no fim, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor para glória de Deus Pai.

“Porque Dele, por meio Dele, e para Ele são todas as coisas. A Ele , pois, a glória eternamente. Amém !” Romanos 11:36

Soli Deo Gloria !

Fontes bibliográficas :
- O cristianismo através dos séculos / Earle E. Cairns / Vida Nova
- Escola Teológica Charles Spurgeon / Prof. Marcos Granconato