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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Por quem Cristo morreu ?

1 João 2:1-2

por John Owen

"Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo". (1 João 2:1-2)

Esta é outra passagem das Escrituras freqüentemente usada por aqueles que iriam argumentar que morte de Cristo é para todos e cada um dos homens. Diz-se que a expressão "todo o mundo" tem que significar "todas as pessoas do mundo", e que a expressão contrastante "não somente pelos nossos" inclui, deliberadamente, todos e cada um dos homens como aqueles pelos quais Cristo morreu, além dos crentes.

Eu poderia responder isso abreviadamente, dizendo que como em outras passagens "o mundo" significa "as pessoas que vivem no mundo"; assim "todo o mundo", não significa mais do que "pessoas vivendo em todo o mundo", como é mencionado em Apocalipse 5.9, a respeito dos redimidos. Mas visto que esse texto em 1 João é tão usado, vou sugerir que se faça um estudo mais detalhado, usando para isso quatro perguntas.

A quem João está escrevendo? Embora seja verdade que as Escrituras são para toda a Igreja, contudo, muitas de suas partes foram escritas a determinadas pessoas em particular. Tais partes devem ser entendidas à luz dessa verdade. Notemos portanto que:

João foi especialmente um apóstolo aos judeus – Gálatas 2.9

Ele escreveu àqueles que ouviram previamente a Palavra de Deus (1 João 2.7) e nós sabemos que a Palavra de Deus era "primeiro ao judeu".

...o contraste que João fez entre "nós" e "o mundo" deixa claro que ele escreve àqueles que, como ele mesmo, eram judeus.

...João freqüentemente adverte contra os falsos profetas por exemplo, 1 João 2.19. Visto que ele escreveu que tais mestres "saíram de nós", ele está obviamente escrevendo aos seus compatriotas.

Lembrando a aversão nacional dos judeus contra todos os gentios e a opinião judaica de que só a nação deles constituía o povo de Deus, o que poderia ser mais natural do que João enfatizar que Jesus morreu não somente pelos judeus crentes, e sim por todos os crentes espalhados pelo mundo inteiro? Temos um outro versículo das Escrituras que enfatiza a mesma coisa: João 11.52. João está claramente desejando evitar que os judeus-cristãos caiam no velhor erro de supor que eles são os únicos cristãos. João insiste em que havia gentios cristãos, também, no mundo inteiro. Não há aqui uma doutrina no sentido de que Cristo morreu por todos os homens.

Por que João estava escrevendo? Ele escreveu para confortar os crentes angustiados por seus pecados, a fim de que eles não se desesperassem. "Se alguém pecar..." Daí, observamos que:

...somente os crentes seriam confortados pelo fato de Cristo ser o seu advogado.

...somente os crentes podem ser confortados; os incrédulos estão sob a ira de Deus.

...João descreve como "filhinhos... cujos pecados são perdoados".

Em outras palavras o alvo de João se aplica somente aos crentes. Como pode servir de conforto aos crentes, dizer-lhes que Cristo morreu por todos e por cada um dos homens, muitos dos quais não são salvos? Este versículo não oferece nenhum conforto, a menos que seja entendido como significando que Cristo é o Salvador de todos os crentes em qualquer parte do mundo.

Qual é o significado de "propiciação"? A palavra grega aqui traduzida como propiciação está relacionada com a palavra traduzida como "propiciatório", em Hebreus 9.5. Isso nos dá um entendimento do significado da palavra. O "propiciatório" era a sólida placa de ouro usada para cobrir a arca na qual estavam as tábuas da lei (Êxcdo 25.17-22). A lei, que acusava os homens de serem pecadores, estava escondida pelo propiciatório. Essa era uma ilustração de como Jesus Cristo, pela Sua morte, escondeu a lei de Deus, de modo que ela não pode acusar nenhum daqueles que crêem nEle. Jesus é a propiciação (propiciatório) do crente. Poderia ser dito que todos e cada um dos que estão no mundo são livres de serem condenados como pecadores? Poderia ser realmente discutido que Cristo é a propiciação de todo o mundo, nesse sentido?

Qual é, então o significado de "todo o mundo"? Esta frase ocorre várias vezes no Novo Testamento, e freqüentemente não significa todos e cada um dos homens. Por exemplo:

Lucas 2.1 – Mas o alistamento somente aconteceu no Império Romano.

Romanos 1.8 – Mas muitas partes do mundo não tinham ouvido a respeito da igreja de Roma naquele tempo.

Colossenses 1.6 – Mas muitas partes do mundo ainda não haviam recebido o evangelho.

Apocalipse 3.10 – O mundo inteiro deve sofrer – mas isso não significa todos, sem exceção, pois alguns serão preservados disso.

Nessas e em outras passagens, todo o mundo significa nada mais que muitas pessoas, indefinidamente.

Além disso, em certos versículos das Escrituras, frases como "toda a carne" significam nada mais que todos os tipos de pessoas, como por exemplo: Salmo 98.3; Joel 2.28 (cumprida em Atos 2.17).

Algumas vezes, de fato, o mundo significa todos¸exceto os crentes, como por exemplo: 1 João 5.19; Apocalipse 12.9.

Esses exemplos nos mostram, claramente, que não é essencial entender a expressão "todo o mundo" como sentido de "todos inclusive". O sentido não precisa ser outro senão o que o contexto da expressão sensatamente permite.

Concluo que esta passagem das Escrituras se refere à obra de Cristo para todos os crentes, judeus e gentios, igualmente. A passagem diz que Cristo é verdadeiramente a propiciação deles. Ninguém argumenta com seriedade que todos os homens, em todos os lugares, são realmente salvos por Cristo. Também de nada adianta sugerir que Cristo é uma propiciação suficiente para todos e cada um dos homens. Jacó não teria sido confortado pelo simples fato de ouvir dizer que havia bastante trigo no Egito. Ele teria morrido de fome se o trigo não houvesse se tornado possessão dele. Da mesma maneira, Cristo só pode ser um conforto para aqueles que, em todo o mundo, são realmente salvos.

Extraído do livro Por Quem Cristo Morreu?, de Jown Owen - Editora PES

Por Quem Cristo Morreu?

por John Owen

O Pai impôs Sua ira devido a, e o Filho suportou o castigo por, um dos três:

1. Todos os pecados de todos os homens.
2. Todos os pecados de alguns homens, ou
3. Alguns dos pecados de todos os homens.

No qual caso pode ser dito:

a. Que se a última opção for a verdadeira, todos os homens têm alguns pecados pelos quais responder, e assim, ninguém será salvo.
b. Que se a segunda opção for a verdadeira, então Cristo, no lugar deles sofreu por todos os pecados de todos os eleitos no mundo inteiro, e esta é a verdade.
c. Mas se a primeira opção for o caso, porque nem todos os homens são livres do castigo devido para os seus pecados?

Você responde: Por causa da incredulidade. Eu pergunto: Esta incredulidade é um pecado, ou não é? Se for, então Cristo sofreu o castigo devido por ela, ou não. Se Ele sofreu, por que este pecado deve impedi-los mais do que os seus outros pecados pelos quais Ele morreu? Se Ele não sofreu por tal pecado, Ele não morreu por todos os seus pecados!

Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto
Fonte : www.monergismo.com

O Pecado da Incredulidade

por Thomas Goodwin


Entre os que se professam "cristãos", há três pontos de vista em relação à morte de Cristo. Crê-se que Cristo morreu por uma das seguintes razões:

1. Pelos pecados de todos os homens;
2. Por todos pecados de alguns homens;
3. Por alguns pecados de todos os homens.

A terceira razão deve ser incompatível a todo cristão, pois, se a propiciação cobriu somente alguns pecados, então todos teríamos pecado não cobertos e terminaríamos condenados irremediavelmente.

A segunda razão é chamada às vezes de o ponto de vista "calvinista" e ensina que há uma salvação eficaz para somente algumas pessoas eleitas.

A primeira razão é a idéia de uma propiciação universal. Esta tem certos problemas lógicos, porém pelo fato de a maioria dos cristãos não se sentirem cômodos com a idéia de uma salvação pela metade (a terceira razão), e não quererem admitir que Deus é o que decide quem deles serão salvos e quem não, então se contentam em crer que Cristo morreu por todos os pecados de todos os homens.

O problema está em explicar como é que muitas pessoas cujos pecados foram propiciados finalmente terminam no inferno. Se Cristo morreu por todos os pecados de todos os homens, então todos os homens, sejam budistas, muçulmanos, hindus, católicos, protestantes, etc., devem ir ao céu.

Alguém pode contestar que a resposta ao problema é a falta de fé ou, em outras palavras, a incredulidade. Porém o problema aqui é que a incredulidade é também um pecado, e é o mais horrível de todos os pecados.

Se Cristo morreu por todos os pecados, então morreu pelo pecado da incredulidade também. Porém se morreu para propiciar todos os pecados menos o da incredulidade, então estamos dizendo que morreu somente por alguns pecados de todo o mundo. Porém se Cristo morreu por todos pecados, e se morreu por todos os homens, então morreu por todos os pecados de todos os homens, incluindo a incredulidade deles.

No fundo, o problema que temos, que não nos deixa resolver o dilema com a doutrina da propiciação, está ligado com nossa filosofia moderna relacionada com o homem e seus "direitos". O lema político moderno nos tem pregado liberdade, comida e educação para todos. Por causa disso, a idéia de um Deus que é o fator determinante de tudo não é bem aceita pelo homem moderno. Tem sido ensinado nas escolas que se devem tolerar distinções de pessoas nesta vida, e por isso supomos que não deve haver distinções de posições na vida espiritual. Se cremos na liberdade para todos no mundo, porque não crer na propiciação para todos para ir ao céu ?

Porém Deus não governa o universo como uma democracia. A salvação, ao contrário da liberdade política, não é um direito que podemos reclamar. O grito "dêem-nos uma oportunidade a todos por igual" é um lema bonito para ser apresentado em um motim político. Porém não deve se dizer isso diante de Deus. Não nos acercamos ao Soberano do universo como cidadãos que demandam direitos. Nos acercamos como rebeldes violentos, réus dignos de morte e insolentes; que temos pisoteado Sua vinha, atacado Seus obreiros, e assassinado a Seu Filho. Não há sequer um de nós, que mereça ser perdoado; e se Deus fosse perdoar a alguns dos culpados, poderiam os outros culpados queixar-se ?

Aos homens não se tem dado uma "oportunidade" de salvar-se. Em vez de dar-lhes oportunidades, é-lhes dada a graça. Recebem de Deus "graça", não "direitos". Nós devemos permanecer maravilhados ante tão grande misericórdia. Porém alguns soberbamente demandam que Deus dê a graça a todos por igual. Porém Deus não está sujeito à constituição de nenhum país.

A Bíblia nos diz, antes da morte de Cristo, que Ele viria para "salvar Seu povo de seus pecados". Durante Seu ministério na terra, Ele proclamou constantemente que havia vindo para um grupo especial de pessoas, que Ele chamou, Suas "ovelhas" que são distintas de outras que não são ovelhas (veja João 10).

Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto - Cuiabá-MT
Fonte : www.monergismo.com

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A Doutrina Esquecida

Excelente vídeo do Pr. Paul Washer sobre a importante doutrina bíblica da regeneração em contraste com o "evangelismo" moderno da grande maioria das igrejas atuais.



Sola scriptura, sola gratia, sola fide, solus Christus, soli Deo gloria !

As Implicações do Livre-Arbítrio

por Charles Haddon Spurgeon


De acordo com o esquema do livre-arbítrio, o Senhor tem boas intenções, mas precisa aguardar como um servo, a iniciativa de sua criatura, para saber qual é a intenção dela. Deus quer o bem e o faria, mas não pode, por causa de um homem indisposto, o qual não deseja que sejam realizadas as boas coisas de Deus. O que os senhores fazem, senão destronar o Eterno e colocar em seu lugar a criatura caída, o homem ?

Pois, de acordo com essa teoria, o homem aprova, e o que ele aprova torna-se o seu destino. Tem de existir um destino em algum lugar; ou é Deus ou é o homem quem decide. Se for Deus Quem decide, então Jeová se assenta soberano em seu trono de glória, e todas as hostes Lhe obedecem, e o mundo está seguro. Em caso contrário, os senhores colocam o homem em posição de dizer: "Eu quero" ou "Eu não quero. Se eu quiser, entro no céu; se quiser, desprezarei a graça de Deus. Se quiser, conquistarei o Espírito Santo, pois sou mais forte do que Deus e mais forte que a onipotência. Se eu decidir, tornarei ineficaz o sangue de Cristo, pois sou mais poderoso que o sangue, o sangue do próprio Filho de Deus. Embora Deus estipule Seu propósito, me rirei desse propósito; será o meu propósito que fará o dEle realizar-se ou não".

Senhores, se isto não é ateísmo, é idolatria; é colocar o homem onde Deus deveria estar. Eu me retraio, com solene temor e horror, dessa doutrina que faz a maior das obras de Deus - a salvação do homem - depender da vontade da criatura, para que se realize ou não. Posso e hei de me gloriar neste texto da Palavra, em seu mais amplo sentido: “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia” (Romanos 9:16).



Fonte: Revista Fé para Hoje - Editora Fiel.