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terça-feira, 22 de julho de 2014

O fim de todas as escatologias

Por
R.C.Sproul Jr.

No País das Maravilhas, quando Alice chegou a uma encruzilhada, ela olhou em volta procurando ajuda. Em uma árvore próxima estava um sorriso. Apenas um sorriso. Porém, logo apareceu o corpo completo do Gato de Cheshire. Alice perguntou ao gato que caminho ela deveria tomar. O gato lhe perguntou para onde ela estava indo. Alice explicou a ele que não tinha nenhum destino em particular, e então o gato disse palavras de sabedoria: “Então não importa”.
Se não estamos indo para lugar nenhum, não existe caminho errado. Você só pode se perder se você tem um destino. É por isso que a escatologia é importante. Quando entendida corretamente, a escatologia, o estudo das últimas coisas, é o estudo de para onde estamos indo.
O problema mais frequente é quando nos achamos caminhando numa estrada sem saída, porque nos distraímos com as placas no caminho. Nós acabamos discutindo sobre onde estamos ou onde quase estamos, e no fim das contas perdemos de vista o real objetivo da história.
A Bíblia fala de um milênio. Ela o faz em meio a uma peça profundamente difícil de literatura inerrante — a Revelação de João, o livro do Apocalipse. E tudo o que a Bíblia ensina é compreensível. Deus não perde o tempo dele ou o nosso nos contando coisas que são impossíveis para a nossa compreensão. Então, há uma visão sã do milênio que é bíblica, cognoscível e valiosa. Nós devemos buscar afirmar e compreender essa visão.
O milênio, contudo, não é o fim, em nenhum sentido da palavra. Ele não é a razão para todas as coisas; nem é a última de todas as coisas. Portanto, ele não deveria nos dividir e separar profundamente.
Algumas visões declaram que estamos no meio do milênio, que esse termo se refere ao tempo entre a ascensão de Cristo e o seu retorno. Algumas visões afirmam que o mundo crescerá progressivamente em perversidade, e então Jesus retornará para governar por mil anos. Outros ainda afirmam que o mundo crescerá progressivamente em fidelidade à Palavra de Deus, para que desfrutemos de uma era de ouro de mil anos antes da volta de Jesus. De fato, são visões muito diferentes sobre o milênio.
Mas você notou o que cada uma dessas visões têm em comum? Qualquer posição que alguém possa tomar, no final, todos concordamos em uma coisa: Jesus vence. Quando a história chegar ao fim, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é Senhor. Quando a história chegar ao fim, todos os seus inimigos terão sido colocados por estrado dos seus pés. Quando a história chegar ao fim, não haverá mais lágrimas, nem doença, nem morte. Quando a história acabar, aquilo que agora somos chamados a buscar, o reino de Deus, será consumado. Aquilo que buscamos será encontrado em toda a sua glória, em toda a sua plenitude.
Há, contudo, mais um passo antes do fim, uma parte da história que estamos acostumados a negligenciar. O fim real, o fim verdadeiro, não se encontra nos capítulos finais de Apocalipse, mas na primeira carta de Paulo à igreja em Corinto, capítulo 15. Lá nós lemos: “E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder” (v. 24). O fim é quando o Filho, após trazer todas as coisas sob a sua sujeição, entrega o reino ao seu Pai. Então, o segundo Adão, tendo completado o chamado dado ao primeiro Adão de encher e sujeitar a terra, entregará de volta ao seu Pai a criação que havia sido colocada sob nossa mordomia.
Como podemos esquecer disso? Como a nossa história deixou de fora esse grande clímax? O Filho devolve o reino ao Pai. Devemos chegar a compreensão disso, pois é exatamente essa gloriosa verdade que inspira os nossos trabalhos aqui e agora. O reino que primeiro buscamos é o mesmo reino que o Filho devolve ao Pai. Nossos trabalhos no presente, enquanto refletem e fluem do nosso comprometimento com o reino de Cristo, não importa o que aconteça entre hoje e o fim, sobreviverão. Nossa obra importa para a eternidade. Ou, como um sábio teólogo se inclina a descrever, o agora conta para sempre.
Nossos esforços, nossos trabalhos em criar nossos filhos na educação e admoestação do Senhor, em chamar os eleitos dos quatro cantos da terra, de tomar o pó de Deus e moldá-lo em objetos, não é apenas buscar o reino, mas manifestá-lo. Não é o que fazemos enquanto esperamos pelo fim, nem o que fazemos para fazer acontecer a nossa visão favorita do milênio. Mas o que fazemos para mover a história para o fim do fim, o Filho devolvendo o reino ao Pai.
E isso, é claro, também é o princípio do princípio. A partir dali, nós desfrutaremos do verdadeiro e eterno Monte Sião — na Nova Jerusalém — a própria presença do Deus vivo. Nós participaremos da visão beatífica, contemplando a sua glória. Nós conhecemos o fim, tanto o propósito quanto o objetivo da história — Jesus vence para a glória de Deus. E pela sua graça, ele nos leva com ele. Essa é a nossa razão de viver e a nossa esperança ao morrer.

Tradução: Alan Cristie
Fonte: www.ministeriofiel.com.br

quinta-feira, 1 de maio de 2014

O que é uma Igreja Batista Reformada ?

Os cinco pontos das Igrejas Batistas Reformadas - Um breve esboço de nossas convicções distintivas

I. REFORMADA
A. Sola Scriptura - A Bíblia é a autoridade completa, fechada e clara em todas as matérias de fé.
B. Solus Christus - Nossa confiança para a salvação está somente em Jesus Cristo.
C. Sola Gratia – a Graça assegurou a redenção sem referência a obras.
D. Sola Fide - Somos declarados justos por Deus somente pela fé [1].
E. Soli Deo Gloria – A finalidade da criação e redenção é a glória de Deus.

II. CALVINISTA
A. Depravação total - A queda de Adão afetou a totalidade da pessoa do homem [2].
B. Eleição incondicional – A Eleição não é baseada na presciência da fé ou em obras [3].
C. Expiação limitada – A redenção foi obtida por Cristo para os eleitos [4].
D. Graça irresistível – A regeneração pelo Espírito santo é eficaz para os eleitos.
E. Perseverança dos Santos - Deus vai, pela graça, completar o que Ele começou na regeneração.

III. PURITANA
A. Piedade na Adoração - Princípio Regulador do Culto [5], o Dia do Senhor como um Sabbath Cristão.
B. Piedade na Pregação - Primazia da pregação. Ênfase na exposição e na aplicação.
C. Piedade na Instrução - Confessional e católica. Propagar aquilo que nós cremos que a Bíblia ensina [6].
D. Piedade na Família - Pais devem instruir (catequizar) e disciplinar os seus filhos no Senhor.
E. Piedade no Comportamento - Manter uma boa consciência diante de Deus e dos homens.

IV. PACTUAL
A. Unidade da Bíblia - Muitas partes, mas uma só mensagem.
B. Interpretação Cristocêntrica - a pessoa de Jesus, Sua obra e Seu reino, é o tema da Bíblia.
C. Distinção entre Lei / Evangelho – A Lei [7] ordena e condena. O Evangelho salva [8].
D. Um meio de salvação - Cristo salvou todos os eleitos ao longo de todas as eras.
E. Visão otimista da história - Jesus Cristo é agora Rei, reinando sobre todos. Ele virá em breve.

V. BATISTA
A. Prática Eclesiástica Bíblica – Ordenanças só para crentes [9]. Disciplina da igreja exercida com amor.
B. Liberdade Eclesiástica Bíblica - O estado não deve intrometer-se em assuntos da consciência.
C. Governo de Igreja Bíblico - Presbíteros e diáconos. A congregação local escolhe seus líderes [10].
D. Crescimento de Igreja Bíblico - Proclamação do Evangelho para o mundo. Arrependimento e Fé exigidos de todos.
E. Ministério Eclesiástico Bíblico - Sacerdócio de todos os crentes [11].

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[1] Esta é uma justiça imputada externa. A justificação é perfeita, nem crescente, nem minguante.
[2] Nós concordamos com Martinho Lutero que a vontade do homem "vem do diabo e de Adão."
[3] Uma compreensão calvinista da salvação: Nós rejeitamos todo o entendimento antropocêntrico da salvação.
[4] "Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles." Mt 1:21 cf. Jo 10:11,14-18,24-29; At 20:28; Is 53.
[5] Em vez do "Princípio Normativo" que estabelece que o que não é proibido, é permitido. Nosso culto de adoração é constituído ao redor das Escrituras lidas, pregadas e cantadas.
[6] Nós aderimos à Segunda Confissão de Fé Batista de Londres de 1689. Adicionalmente, os credos apostólico, niceno, atanasiano e calcedoniano expressam nossa compreensão de ortodoxia.
[7] Nós reconhecemos os "três usos da lei". Primeiro, a lei serve como um guia para a sociedade promovendo a retidão cívica. Secundariamente, a lei condena os pecadores e os dirige a Cristo. E em terceiro lugar, a lei dirige os cristãos para um viver santo.
[8] A Lei e o Evangelho encontram-se tanto no Antigo como no Novo Testamento. O Evangelho são as promessas de Deus aos Seus eleitos.
[9] O batismo infantil é estranho à prática do Novo Testamento. Da mesma forma, a imersão é o modo apropriado de batismo.
[10] "Uma igreja local, reunida e completamente organizada de acordo com a mente de Cristo, consiste de oficiais e membros. Os oficiais designados por Cristo serão escolhidos e consagrados pela igreja congregada". Nós não reconhecemos nenhuma autoridade maior que a igreja local.
[11] A igreja local é uma família espiritual em que as relações devem ser abertas e honestas. Todos os assuntos são tratados com caridade e paciência. Somente com a participação de todos os membros os indivíduos podem crescer em graça e amor.

Fonte : www.ibrvn.com

sábado, 29 de março de 2014

Dez Efeitos de Se Crer nos Cinco Pontos do Calvinismo

Por John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org
Tradução : Felipe Sabino de Araújo Neto. Website: monergismo.com


Estes dez pontos são meu testemunho pessoal dos efeitos de se crer nos cinco pontos do Calvinismo. Eu tinha acabado de completar o ensino num seminário sobre este assunto, quando fui solicitado pelos membros da classe para que publicasse essas reflexões, de forma que eles pudessem ter acesso a elas. Estou muito feliz de assim o fazer. Apesar do conteúdo dessas reflexões estar disponível numa fita do Desiring God Ministries, eu o coloquei aqui para um aproveitamento mais amplo, na esperança de que elas possam motivar outros a investigar, como os Bereanos, para ver se a Bíblia ensina o que eu chamo de “Calvinismo”.

1. Estas verdades me fazem permanecer no temor de Deus e me guiam à profundidade da adoração centrada em Deus.
Eu me recordo o tempo quando eu primeiramente observei, enquanto ensinava Efésios no Colégio Betel no final da década de 70, a tripla declaração do objetivo de toda obra de Deus, a saber, “para o louvor da glória de Sua graça” (Efésios 1:6,12,14).
Isto me leva a ver que não podemos enriquecer a Deus e que, portanto, Sua glória brilha mais claramente, não quando tentamos satisfazer Suas necessidades, mas quando estamos satisfeitos nEle, como a essência de nossos feitos. “Porque dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas. Glória pois a Ele eternamente” (Romanos 11:36). A adoração se torna um fim em si mesma.
Isto tem me feito sentir quão fracas e inadequadas são minhas afeições, de forma que os Salmos de desejos tornam-se vivos e fazem a adoração intensa.

2. Essas verdades ajudam a me proteger de brincar com as coisas divinas.
Uma das maldições de nossa cultura é a banalidade, atração, inteligência. A televisão é o principal sustentador de nosso vício à superficialidade e trivialidade.
Deus é varrido nisto. Por conseguinte, a brincadeira com as coisas divinas.
Seriedade não é excessiva em nossos dias. Ela pode alguma vez ter sido. E, sim, há desequilíbrios em certas pessoas hoje, que parecem não ser capazes de relaxar e falar sobre o tempo.
Robertson Nicole disse de Spurgeon, “O evangelismo do tipo humorístico [poderíamos dizer crescimento de igreja do tipo marketing] pode atrair multidões, mas ele reduz a alma a cinzas e destrói os genuínos germes da religião. O Sr. Spurgeon é freqüentemente considerado por aqueles que não conhecem seus sermões, como tendo sido um pregador humorista. Para dizer a verdade, não houve nenhum pregador cujo tom fosse mais informalmente sério, reverente e solene” (Citado na Supremacia de Deus na Pregação, p. 57).

3. Estas verdades fazem com que me maravilhe com minha própria salvação.
Após expor a grande obra de salvação de Deus em Efésios 1, Paulo ora, na última parte deste capítulo, para que o efeito desta teologia seja a iluminação de nossos corações, para que nos maravilhemos na nossa esperança, e nas riquezas da glória de nossa herança, e no poder de Deus que opera em nós – isto é, o poder para ressuscitar os mortos.
Todo motivo de vanglória é removido. Alegria e gratidão de um coração quebrantado abundam.
A piedade de Jonathan Edwards começa a crescer. Deus nos dá uma prova de Sua própria majestade e nossa própria perversidade e então, a vida Cristã se torna uma coisa muito diferente da piedade convencional. Edwards a descreve belamente quando ele diz,
“Os desejos dos santos, embora sérios, são desejos humildes: sua esperança é uma esperança humilde, e sua alegria, mesmo quando ela é indizível, e cheia de glória, é humilde, uma alegria de um coração quebrantado, e deixa o Cristão mais pobre em espírito, e mais semelhante a uma pequena criança, e mais disposto a uma submissão universal de comportamento (Religious Affections, New Haven: Yale University Press, 1959, pp. 339s).

4. Estas verdades me fazem alerta para os substitutos antropocêntricos que se apresentam como boas novas.
Em meu livro, Os Prazeres de Deus (2000), pp. 144-145, eu mostro que no século XVIII, na Nova Inglaterra, o declínio da crença na soberania de Deus levou ao Arminianismo, e então ao universalismo, e então ao Unitarismo. A mesma coisa aconteceu na Inglaterra no século XIX, após Spurgeon.
O livro de Iain Murray, Jonathan Edwards: Uma Nova Biografia (Edinburgh: Banner of Truth, 1987), p. 454, documenta a mesma coisa: “As convicções calvinistas diminuíram na América do Norte. No progresso do declínio que Edwards tinha com razão alertado de antemão, aquelas igrejas Congregacionais da Nova Inglaterra que tinham abraçado o Arminianismo após o Grande Despertamento, gradualmente se moveram para o Unitarismo e universalismo, guiados por Charles Chauncy”.
Você pode ler também no livro de J.I. Packer, Quest for Godliness [1] (Wheaton, IL: Crossway Books, 1990), p. 160, como Richard Baxter abandonou estes ensinamentos e como as gerações seguintes colheram uma colheita amarga na igreja de Baxter, em Kidderminster.
Estas doutrinas são um baluarte contra os ensinamentos antropocêntricos em muitas formas, que gradualmente corrompem a igreja e a fazem fraca internamente, enquanto tudo parece forte ou popular.
1 Timóteo 3:15, “A igreja do Deus vivo [é] o pilar e o baluarte da verdade”.

5. Estas verdades me fazem gemer diante da indescritível doença de nosso século: uma cultura que faz pouco caso de Deus.
Eu dificilmente posso ler o jornal ou ver um anúncio na TV ou na billboard [2] sem sentir o peso de que Deus está ausente.
Quando Deus é a principal realidade no universo e é tratado como uma não-realidade, eu tremo diante da ira que está sendo entesourada. Eu sou capaz de ficar chocado. Muitos cristãos estão sedados com a mesma droga que o mundo está. Mas estes ensinos são um grande antídoto.
E eu oro por despertamento e avivamento.
E tento pregar para criar um povo que são tão saturados de Deus, que eles mostrarão e falaram sobre Deus em tudo lugar, e em todo tempo.
Nós existimos para reafirmar a realidade de Deus e a supremacia de Deus em tudo da vida.

6. Estas verdades me fazem confiar que a obra que Deus planejou e começou, Ele terminará – tanto globalmente como pessoalmente.
Este é o ponto de Romanos 8:28-39.
E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou. Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como não nos dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica; Quem os condenará? Cristo Jesus é quem morreu, ou antes quem ressurgiu dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós; quem nos separará do amor de Cristo? a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia todo; fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.

7. Estas verdades me fazem ver tudo à luz dos propósitos soberanos de Deus – Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente.
Tudo da vida se relaciona com Deus. Não há compartimento onde Ele não seja todo-importante e Aquele que dá significado à todas as coisas. 1 Coríntios 10:31.
Vendo o soberano propósito de Deus se desenvolvendo na Escritura, e ouvindo Paulo dizer que “Ele faz todas as coisas segundo o conselho de Sua vontade” (Efésios 1:11) me faz ver o mundo desta maneira.

8. Estas verdades me fazem esperançoso de que Deus tem a vontade, o direito e o poder de responder orações para que as pessoas sejam transformadas.
A garantia de oração é que Deus pode interromper e mudar as coisas – incluindo o coração humano. Ele pode mudar a vontade ao redor. “Santificado seja Teu nome” significa: faça com que as pessoas santifiquem Seu nome. “Possa Sua palavra correr e ser glorificada” significa: faça com que os corações sejam abertos para o evangelho.
Devemos tomar as promessas do Novo Concerto e implorar a Deus para que as cumpra em nossas crianças e em nossos vizinhos, e entre todas os campos missionários do mundo.
“Deus, tire o coração de pedra deles e lhes dê um coração de carne” (Ezequiel 11:19).
“Senhor, circuncide os seus corações, para que eles Te amem” (Deuteronômio 30:6).
“Pai, coloque Teu Espírito dentro deles e faça com que eles andem em Teus estatutos” (Ezequiel 36:27).
“Senhor, conceda-lhes arrependimento e o conhecimento da verdade, para que eles possam escapar das ciladas do diabo” (2 Timóteo 2:25-26).
“Pai, abras os seus corações, para que eles creiam no evangelho” (Atos 16:14).

9. Estas verdades me fazem lembrar que o evangelismo é absolutamente essencial para que as pessoas venham a Cristo e sejam salvas, e que há grande esperança para o sucesso no conduzir as pessoas à fé, mas que a conversão não é, no final das contas, dependente de mim ou limitada pela dureza do incrédulo.
Assim, isto dá esperança ao evangelismo, especialmente nos lugares difíceis e entre povos duros.
João 10:16, ” Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco; a essas também me importa conduzir, e elas ouvirão a minha voz”
Isto é obra de Deus. Se arremesse nela com abnegação.

10. Estas verdades me asseguram de que Deus triunfará no fim.
Isaías 46:9-10: “Eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antigüidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade;
Resumindo todos estes pontos: Deus recebe a glória e nós a alegria.

NOTAS DO TRADUTOR
[1] – Publicado no Brasil pela Editora Fiel, com o título “Entre os Gigantes de Deus: Uma Visão Puritana da Vida Cristã”.
[2] – Revista semanal americana dedicada à música e às gravadoras (inclui a colocação semanal das músicas mais pedidas e os álbuns mais vendidos).

NOTA DO EDITOR : Para mais informações sobre "os 5 pontos do calvinismo", ver o artigo "o Sínodo de Dort" no tópico "história da igreja".