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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Calvinismo e evangelismo

João Calvino como Pastor, Evangelista e Missionário

Harry L. Reeder

Muitos conhecem a acusação de que os calvinistas se preocupam somente com doutrina e são indiferentes à evangelização e missões. Além disso, o calvinismo é acusado de ser contraproducente em relação ao empreendimento de evangelização e missões. Isso é errado não somente no que diz respeito à história, conforme revela um exame da lista de grandes pastores-evangelistas e missionários que eram declaradamente calvinistas (ou seja, George Whitefield, Charles H. Spurgeon, William Carey, David Brainerd, Jonathan Edwards, etc.), mas também no que diz respeito ao próprio Calvino.
A paixão de Calvino como pastor-evangelista se revelou de várias maneiras. Calvino evangelizava persistentemente as crianças de Genebra, por meio de aulas de catecismo e da Academia de Genebra. Além disso, ele treinava pregadores a rogarem aos homens e mulheres que seguissem a Cristo. A visitação na enfermidade prescrevia uma conversa evangelística. Até uma análise superficial dos sermões de Calvino mostra de imediato um zelo permanente para que homens e mulheres fossem convertidos a Cristo.
E o que podemos dizer sobre missões? O Registro da Venerável Companhia de Pastores relata que 88 missionários foram enviados de Genebra. De fato, houve mais do que cem, e muitos deles foram treinados diretamente por Calvino.
Contudo, missões foram realizadas em um nível mais informal. Genebra se tornou o imã de crentes perseguidos, e muitos desses imigrantes foram discipulados e retornaram ao seu país como missionários e evangelistas eficazes.
Quando se acalmaram os tempos turbulentos no ministério pastoral de Calvino, surgiu a oportunidade para expansão missionária intencional e implantação de igrejas. A bênção de Deus sobre os esforços missionários de Calvino e das igrejas de Genebra, de 1555 a 1562, foi extraordinária — mais de 200 igrejas secretas foram implantadas na França por volta de 1560. Até 1562, o número crescera para 2.150, produzindo mais de 3.000.000 de membros. Algumas dessas igrejas tinham congregações que totalizavam milhares de membros. O pastor de Montpelier informou a Calvino, numa carta, que “nossa igreja, graças a Deus, tem crescido, e continua a crescer tanto a cada dia, que pregamos três sermões aos domingos para mais de cinco ou seis mil pessoas”.
Outra carta, do pastor de Toulouse, declarava: “Nossa igreja continua crescendo até ao admirável número de oito ou nove mil almas”. A amada França de João Calvino, por meio de seu ministério, foi invadida por mais de 1.300 missionários treinados em Genebra. Esse esforço, conjugado com o apoio de Calvino aos valdenses, produziu a Igreja Huguenote Francesa que quase triunfou sobre a Contra-Reforma católica na França.
Calvino não evangelizou e implantou igrejas somente na França.
Os missionários treinados por ele estabeleceram igrejas na Itália, Holanda, Hungria, Polônia, Alemanha, Inglaterra, Escócia e nos estados independentes da Renânia. Ainda mais admirável foi uma iniciativa que enviou missionários ao Brasil.
O compromisso de Calvino com a evangelização e missões não era teórico, mas, como em todas as outras áreas de sua vida e ministério, era uma questão de atividade zelosa e compromisso fervoroso.

Fonte : www.editorafiel.com.br

Um comentário:

  1. Há pastores desorientados (arminianos) que para difamar a teologia calvinista alegam que tais igrejas são normalmente igrejas pequenas, com poucos membros , que este tipo de teologia não traz muito retorno. Primeiro que o Senhor não nos comicionou para fundarmos grandes ou pequenas igrejas e sim para pregarmos o evangelho a toda criatura, sem comprometermos a pureza e o conteúdo da mensagem bíblica, o crescimento vem exclusivamente do Senhor. Segundo que tais pastores, além de não conhecerem a história da igreja, principalmente pós-reforma como citado em parte neste artigo, também fecham os olhos para o presente, para aquilo que Deus tem feito e ainda vai fazer através da proclamação da sã doutrina bíblica. Vejam no Brasil as igrejas com confissão de fé reformada (calvinistas) e o número de almas que Deus tem agregado a estes ministérios (batistas reformados e presbiterianos, sendo estes a 150 anos no Brasil, hoje são a maior denominação protestante do país). Em minha opinião, a maior parte, talvez 99,9999% destes pastores arminianos "desinformados" almejam grandes ministérios não para glória de Deus, já que resistem a sã doutrina , mas sim para a glória de seu próprio ventre, para seu próprio prazer, para satisfação de seu ego (mesmo que eles neguem com palavras, mas na prática...).
    Fica para meditarmos os conselhos do apóstolo Paulo em 2 Timóteo 3:1-17 e do Senhor Jesus em Mateus 7:15-23.

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