Igreja sede: Rua Osvaldo Cruz, 330 - Bairro Forquilhinhas - São José - SC
Congregação Prainha : Morro do governo, 436 - Bairro Prainha - Florianópolis - SC
Contatos / informações : (48)98437-4354 - Pr. Fernando - São José / (48)98493-8274 - Pr. Cleber - Florianópolis
E-mail : ibforquilhinhas@hotmail.com

quinta-feira, 3 de março de 2011

O SABBATH

Dr. Greg L. Bahnsen

Fonte : www.monergismo.com
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

O Sabbath é uma ordenança da criação (Gn. 2:2-3), que os homens eram obrigados a observar mesmo antes da chegada da lei Mosaica. Compare Êxodo 20:10-11 para sua interpretação de Gênesis 2:2-3. Todos os homens estão sujeitos à lei do Sabbath (observe que Cristo não disse que o Sabbath foi feito para os israelitas em Marcos 2:27, mas para o “homem” genérico). A obrigação moral de o homem observar o Sabbath é colocada corretamente ao lado das outras palavras universalmente morais do Decálogo, que foi escrito pelo próprio dedo de Deus. Quando o homem observa o Sabbath, ele está imitando corretamente o seu Criador; o descanso do Sabbath é modelado segundo o descanso de Deus na criação. Na era do Novo Pacto, esse descanso da criação se torna um sinal da esperança cristã, seu descanso celestial na consumação dessa era (Hb. 4). No princípio Deus estabeleceu Seu descanso; Cristo providencia e promete entrada a esse descanso, e na era eterna desfrutá-lo-emos. O Sabbath tem extensão universal e obrigação perpétua. Na chegada de Cristo o Sabbath foi purificado dos acréscimos legalistas feitos pelos escribas e fariseus (Lucas 13:10-17; 14:1-6; Marcos 3:1-6); o Sabbath sofreu corrupção nas mãos dos fariseus “autônomos” assim como vários outros preceitos morais (cf. Mt. 5:21-48). Além do mais, os aspectos cerimoniais e sacrificiais do ciclo dos dias de festa (“lua nova, ano do Sabbath, jubileu, etc.”) do Antigo Testamento, juntamente com aquelas observâncias cíclicas de festas, foram “tirados de uso” pela obra redentora de Cristo. Por conseguinte, Colossenses 2:16s. nos liberta dos elementos cerimoniais do sistema do Sabbath (a passagem parece estar se referindo especificamente às ofertas), e passagens tais como Romanos 14:5s. e Gálatas 4:10 ensinam que não precisamos mais distinguir esses dias cerimoniais (como os judaizantes eram aptos em exigir). Como Cristo providenciou a entrada ao descanso do Sabbath eterno de Deus mediante Sua morte substitutiva sobre a cruz, Ele torna os elementos tipológicos (e.g. ofertas) do sistema do Sabbath irrelevantes (coisas que eram uma sombra da substância vindoura de acordo com Cl. 2:17, cf. Hb. 10:1, 8). Ao realizar nossa redenção, Cristo também nos ligou à observância desse Sabbath semanal, que prefigura nosso Sabbath eterno (cf. Hb. 4). Embora os dias cerimoniais não devam ser mais distinguidos, o Novo Testamento distingue o primeiro dia da semana dos outros seis (1Co. 16:2; Atos 20:7) e denomina-o “o Dia do Senhor” (Ap. 1:20). Ao observar o Sabbath semanal, honramos Cristo que é o “Senhor” do Sabbath (Marcos 2:28), e antecipamos a vinda do descanso do Sabbath, que nosso Senhor assegurou para nós (nisso, paralelos podem ser vistos com a “Ceia do Senhor”). Em Marcos 2:23-28, Cristo e os Seus discípulos foram acusados de “fazerem o que não é lícito” no Sabbath, mas porque eles tinham violado apenas uma tradição rabínica, Cristo não se importou em contestar a acusação; ela simplesmente equivalia a nada. Não houve nenhuma contestação, pois Cristo não reconhecia a tradição dos anciãos como “lícita”. Contudo, Cristo toma isso como uma oportunidade para afirmar que Ele é “Senhor até mesmo do Sabbath”. Mediante isso Cristo confirmou definitiva e positivamente o Sabbath; de outra forma, Cristo estaria proclamando grandiosamente o Seu senhorio sobre algo que não existia. O Sabbath não morreu com o advento de Cristo ou Sua obra Messiânica; até o nosso descanso eterno, o Sabbath semanal continua a ser “dominado” por Cristo e é um tipo da realidade vindoura. “O Sabbath foi feito para o homem” (Marcos 2:27), e o homem ainda precisa se beneficiar disso. A questão do Sabbath não apresenta nenhuma contradição para a validade contínua da lei moral de Deus.

Fonte original : Greg L. Bahnsen, Theonomy in Christian Ethics,
Covenant Media Press, p. 226-8.

Nenhum comentário:

Postar um comentário