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sábado, 3 de abril de 2010

A Providência de Deus

Série de estudos

2 - Preservação e Providência

Rev. Ronald Hanko

Fonte : www.monergismo.com
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

Um aspecto da providência de Deus é chamado de “preservação”. Com
isso queremos dizer que é Deus quem dá vida e existência a todas as suas
criaturas e quem “preserva” elas e suas vidas. Ele não faz isso somente para a
criação bruta – bestas e pássaros, planetas e estrelas, pastos e árvores – mas
também para os homens, anjos e mesmo os demônios (Sl. 104:10-24; Lucas
8:26-33). Nele todas as criaturas vivem, se movem e têm sua existência (Atos
17:28).
Essa é uma grande verdade. Significa que nada existe, exceto que Deus
esteja constantemente presente com e em tal coisa por seu poder onipotente,
e que esteja sempre a sustentando. As coisas não existem por si mesmas, mas
por causa de Deus. Isso é verdade da cadeira sobre a qual estou sentado
enquanto escrevo isto, bem como sobre o sol e lua em seus cursos.
Isso também significa que a ordem e harmonia na criação não são o
resultado das assim chamadas leis naturais, mas o resultado da onipresença de
Deus (o seu estar em todos os lugares), e seu poder onipotente. Primavera,
verão, outono e inverno não vêm todo ano na mesma ordem por causa das
“leis naturais”, mas porque Deus fielmente as envia. Os planetas não
obedecem às leis naturais permanecendo em seus cursos, mas obedecem a
Deus, que os guia e dirige.
Essa obra de Deus na criação é um dos meios pelos quais ele dá
testemunho de si mesmo a toda pessoa (Atos 17:24-28; Rm. 1:18-20). Não
existe ninguém que será capaz de dizer a Deus no dia do julgamento: “Eu não
te conheci”. Assim, eles serão inescusáveis, embora este testemunho de Deus
na criação não seja uma revelação salvadora aos homens.
Vivendo no meio de tal testemunho do poder e fidelidade de Deus, é
vergonhoso que os homens não o louvem (Rm. 1:21). Isso é especialmente
verdadeiro porque Deus também os preserva e é providente para com eles.
Ao invés de glorificá-lo e serem gratos, eles se voltam para a idolatria e
imundícia, como Paulo aponta em Romanos 1.

A idolatria, portanto, não é uma busca a Deus, mas um afastar-se dele,
e é uma evidência ao mesmo tempo que mesmo os pagãos conhecem algo do
Deus verdadeiro. Ao afastarem-se dele, eles são entregues por Deus aos
pecados mais grosseiros, especialmente ao pecado da homossexualidade (vv.
24-27). Mas mesmo isso é evidência que eles o conhecem.
Esses pecados vis são a justa punição para a ingratidão de tais homens.
Agindo como bestas, que não conhecem a Deus, eles se tornam piores que
elas, quando Deus os entrega aos pecados que até mesmo as bestas não
cometem.
A presença de Deus e o seu poder preservador na criação são um
testemunho maravilhoso ao crente do Deus que ele conhece e ama em Cristo.
Alguém que sabe que em Deus ele vive, se move e têm sua existência, nunca
temerá coisa alguma, e será eternamente grato, não somente porque Deus
preserva e protege sua vida espiritual, mas também porque Deus lhe dá, dia a
dia, vida e fôlego e todas as coisas (Atos 17:25). Ele morrerá em paz na
confiança que aquele que dá e preserva a vida também a tira, e que Deus é o
Pai fiel do seu povo, mesmo na morte.

Fonte (original): Doctrine according to Godliness,
Ronald Hanko, Reformed Free Publishing
Association, p. 92-93.

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